




Supernova
lúgubre
Jessé
Barbosa de Oliveira
Contemplo o firmamento acima de mim,
tentando enxergar um horizonte mesmo que este aja rindo sarcástico
ao olhar o meu estado de derrota
Ou aponte
um calibre o qual estoure meus miolos:
antes dele, já sem nada.
Não importando que o daninho me ofereça apenas o sabor da fugacidade,
Permeada,
quando advier o fim,
por um olor amargo de plasma
cujo livre refluir do fluido
me fará conhecer a outra margem do ignoto Rio-Mar-Oceano profundo...
Contemplo
o firmamento acima de mim
pra ver se vislumbro aquela célebre reta concomitantemente invisível
e cintilante, da qual tantas pessoas, com o toque dos olhos, falaram
Nem que ela me enseje o atroz castigo de ser embalado pelo
desgosto indizível do definitivo ocaso!
