




O
pecado
Marco Antônio
Santos
Como vai, o pecado?
Traços penosos por não dizer não
Escarram
em meu rosto
Provocações e alienações
De um
miserável trago, sem consciência
De que há algo errado, sinto o gosto amargo
Mas também
sou humano de carne e osso,
mortal precipitadamente
Olhares voltados ao descaso
Ao acaso ainda estou aqui!
Até quando,ainda
agüentar?
Sobrevivo por necessidade, mas inútil por excelência
A verdade
pois dona do meu coração
Sabes que tento ainda pôr os pés no chão.