




Balão
de ensaio
Jandira
Zanchi
Estremeço, quando me envio
aos anjos piscados nas piscadelas
pisoteadas da sombra das horas
uns frutos
sem mágoa estirados ao estilo
de rebuços e alfinetes ao léu da lâmina
azul
viril e saliente o desejos de esquecer
Desejo-me
ao vento com um
esquecimento
de lua morna em dia azul
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxluminoso e cordel
- nos ruídos do balão de ensaio -
fremente freqüência
de entrega aspirados, estúpido brinquedo
o válido bom senso
A música
do dia nem sempre o
acompanha
na extensão do estribilho, antes, lúcida
em suas hostes, comumente se retraí no
ângulo reto central e curvilíneo
do Astro Altaneiro, enfeitiçado de amarelo
e puído de auréola bravia e consciente,
enfim, calam-se os primários brados dos
mares estirados à muito ritmo
até que
se concentrem as faces dos
libertos
que ensaiam dança e vocábulo em uns
meneios
aspirados a cada retomada na
longa e breve inspiração do sorriso.