




A
vê-los
Nuno Trinta
de Sá
e eu a vê-los
distantes, assim, íntimos
na hora perdida
dando lume à cidade
risos num eco
a vê-los:
pássaros
poetas embargados
gritando para o bairro todo ouvir:
vamos dormir!
e, de manhã, o mundo sangra
a vê-los:
luzes, perigos
um raiar prometido
fogo que acende a via
se é que há estrada
em quem ama.