




Minha
mediocridade poética
Marco Antônio
Santos
Minha carcaça cansada
Minha alma fatigada... de tanta ignorância
De sonhos tortos, objetivos de uma vida comum
Corto
a carne, minha carne
Com navalha, alheio à dor
Como
idiota comporto-me
Conforta-me teu amor, tua existência
No momento
sou outro, talvez mude (por definitivo)
Vejo do meu modo (temo o mundo)
perplexo ao meu modo
O tempo
passa, minha existência espira
Serei esquecido, virarei passado
Passado o tempo de caminhar
Mas nunca o dom de amar perderei
(O momento único que não posso negligenciar).