




Uma
carta anônima
João
Felinto Neto
Eu mergulhei em lágrimas contidas,
De uma paixão inibida
E platônica
Pois, me dei conta,
Que eu sempre seria
Uma carta anônima
Mantinha
boa distância,
Daquela que eu mais queria
Nascia em mim, a esperança,
Quando de perto, a via
Será
que um dia, leria,
Nos olhos deste que a ama
Ou nunca perceberia
E para sempre eu seria
Apenas uma carta anônima?
