




A
rosa
João
Felinto Neto
Numa noite, vi o meu amor
Tal qual sombra na escuridão
E nessa mesma ocasião,
Alguém, então, telefonou
- Já sei, perdi meu coração
Em solidão,
na minha dor,
Eu optei pela razão
As lágrimas seriam em vão,
Não reveria o meu amor
Mas,
a razão não contentou
Meu coração enraivecido
Talvez, tenha sido o motivo,
Que a emoção a superou
Começa
a surgir em mim
Como uma rosa no jardim,
A ilusão de que a teria
E foi tão grande a alegria
Que eu não percebi que enfim,
Eu era a rosa que nascia.
