




Cárcere
estreito
João
Felinto Neto
Onde habitas, liberdade,
No meu crânio ou no meu peito?
A razão me desfigura a vontade,
Por direito
O meu coração, sem jeito,
Só me faz sentir saudade
Sou feliz
na ilusão de que sou livre,
Vôo na imaginação
Todavia, me acorda o coração,
Chorando triste
Em seu pranto, ainda insiste
Em chamar minha atenção:
- Não se esconda da paixão,
Pois ela existe
E cativo
em um cárcere estreito,
Na mais fria solidão,
Perco a razão,
Golpeio mortalmente o peito.
